segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sapatinhos Vermelhos

O que é a vida senão entregar-se aos acontecimentos e vivê-los de corpo e alma?
Dentro de mim pulsa um coração, involuntariamente, ele pulsa, e o sangue aquece todo meu corpo.
Não me arrependo de nada do que vivi, passei alguns dias me odiando, porém, percebi que posso sim fazer cosas que os outros julgam errado, posso sim fazer coisas que quase ninguém que estivesse em meu lugar faria, mas ser apontada pelas pessoas por isso não vai apagar o meu brilho, continuarei a ser esta mesma pessoa, transparente, carinhosa e pronta, prontíssima para viver e me aventurar, não preciso esconder quem eu sou não preciso viver atrás de falsidades contra mim mesma e contra os outros! Só saberei o segredo do mar se mergulhar de cabeça debaixo de uma onda, só conhecerei o poder do fogo se conseguir entregar-me a ele. Até a Morte precisa me encontrar, e para isso eu terei que abrir-lhe as portas. A morte não no sentido de morte física, mas no sentido de transformações dolorosas, porém necessárias para que eu consiga alcanças a mesma liberdade da seiva das árvores, que correm pelos troncos e retornam à terra inteiramente transformadas.
Percebi que ser eu mesma abre muito espaço para críticas, o fato de eu ser eu incomoda demais... e isso me incomodava (que irônico).
Agora, vou calçar novamente os sapatinhos vermelhos que eu fabriquei; aqueles mesmos feitos de um tecido usado que eu achei por aí em qualquer lugar... e com carinho eu mesma o transformei nos MEUS sapatos.
E serão esses sapatos que me levarão longe, muito longe, que me farão andar, correr, voar, eles serão meus eternos e melhores companheiros, Acho que ser eu mesma, significa que agora as pessoas ou me amam ou me odeiam, não existe mais meio termo.
Ah esses meus sapatinhos, eles não me fazem dançar igual a ninguém, eles me fazem preservar o que há de mais valioso em mim, e me levam para lugares maravilhosos, cheios de tudo de bom que a vida é capaz de me dar. Você gostaria de vir junto comigo nessa maravilha de viagem? Eu até que quero alguém que venha comigo, mas para essa grande viagem eu preciso de alguém que tenha fabricado os seus próprios sapatos e não que os tenha comprado prontos e ainda por cima envernizados!

Venez avec nous pour le voyage?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

veja que engraçado

Acabei de postar e ao procurar uma imagem que combinasse eu encontrei um texto que expressa muito bem o que eu disse! Este texto é de uma pessoa chamada Cinthia michepud do site sabedoria universal.




ste texto nos fala sobre a importância de termos a consciência de que somos únicos… Não importando o que o mundo diga…
Seja o CisneRoberto Shinyashiki
Talvez o maior desafio da vida moderna seja sermos nós mesmos em um mundo que insiste em modelar nosso jeito de ser.
Querem que deixemos de ser como somos e passemos a ser o que os outros esperam que sejamos.
Aliás, a própria palavra “pessoa” já é um convite para que você deixe de ser você.
“Pessoa” vem de “Persona”, que significa “máscara”.
É isso mesmo: coloque a máscara e vá para o trabalho.
Ou vá para a vida com a sua máscara.
Talvez o sentido do elogio: “Fulano é uma boa pessoa”, signifique na verdade: “Ele sabe usar muito bem a sua máscara social”.
Mas qual o preço de ser bem adaptado?
O número de depressivos, alcoólatras e suicidas aumenta assustadoramente.
Doenças de fundo psicológico como síndrome do pânico e síndrome do lazer não param de surgir.
Dizer-se estressado virou lugar-comum nas conversas entre amigos e familiares.
Esse é o preço.
Mas pior que isso é a terrível sensação de inadequação que parece perseguir a maioria das pessoas.
Aquele sentimento cristalino de que não estamos vivendo de acordo com a nossa vocação.
E qual o grande modelo da sociedade moderna?
Querer ser o que a maioria finge que é.
Querer viver fazendo o que a maioria faz.
É essa a cruel angústia do nosso tempo: o medo de ser ultrapassado em uma corrida que define quem é melhor, baseada em parâmetros que, no final da pista, não levam as pessoas a serem felizes.
Quanta gente nós não conhecemos, que vive correndo atrás de metas sem conseguir olhar para dentro da sua alma e se perguntar onde exatamente deseja chegar ao final da corrida?
Basta voltar os olhos para o passado para ver as represálias sofridas por quem ousou sair dos trilhos, e, mais que isso, despertou nas pessoas o desejo de serem elas mesmas.
Veja o que aconteceu a John Lennon, Abraham Lincoln, Martin Luther King, Isaac Rabin…
É muito perigoso não ser adaptado!
Essa mesma sociedade que nos engessa com suas regras de conduta, luta intensamente para fazer da educação um processo de produção em massa.
A maioria das nossas escolas trabalha para formar estudantes capazes de passar no vestibular.
São poucos os educadores que se perguntam se estão formando pessoas para assumirem a sua vocação e a sua forma de ser.
Quantos casos de genialidade que foram excluídos das escolas porque estavam além do que o sistema de educação poderia suportar.
Conta-se que um professor de Albert Einstein chamou seu pai para dizer que o filho nunca daria para nada, porque não conseguia se adaptar.
Os Beatles foram recusados pela gravadora Deca!
O livro “Fernão Capelo Gaivota” foi recusado por 13 editoras!
O projeto da Disney World foi recusado por 67 bancos!
Os gerentes diziam que a idéia de cobrar um único ingresso na entrada do parque não daria lucros.
A lista de pessoas que precisaram passar por cima da rejeição porque não se adaptavam ao esquema pré-existente é infinita.
A sociedade nos catequiza para que sejamos mais uma peça na engrenagem e quem não se moldar para ocupar o espaço que lhe cabe será impiedosamente criticado.
Os próprios departamentos de treinamento da maioria das empresas fazem isso.
Não percebem que treinamento é coisa para cachorros, macacos, elefantes.
Seres humanos não deveriam ser treinados, e sim estimulados a dar o melhor de si em tudo o que fazem.
Resultado: a maioria das pessoas se sente o patinho feio e imagina que todo o mundo se sente o cisne.
Triste ilusão: quase todo mundo se sente um patinho feio também.
Ainda há tempo!
Nunca é tarde para se descobrir único.
Nunca é tarde para descobrir que não existe nem nunca existirá ninguém igual a você.
E ao invés de se tornar mais um patinho, escolha assumir sua condição inalienável de cisne!
Pense nisso!!!

Meu Lugar

Andei me perguntando o que me fez ter um blog. Sinto que hoje em dia é muito difícil ser eu mesma, é muito difícil pra mim, colocar minhas emoções pra fora. Então aqui eu achei uma boa maneira de  dazer tudo isso e mais um pouco. Alguns me chamam de revoltada porque eu não aceito ser igual a todo mundo e não adianta que eu não acho nada normal.
O que é o normal para as pessoas é loucura pra mim, só que o pior é que todos me acham louca, afinal os mais velhos dizem que você não pode achar que o mundo inteiro está errado.
Esse tem sido meu grande dilema, não sei ser igual  , porém preciso aprender a lidar melhor com isso. Quem sabe a Natureza finalmente reunirá os cisnes parentes meus e eu finalmente deixarei de ser a patinha feia. Nunca perdi as esperanças, e eu acredito no Equilíbrio da Grande Mãe, sei que é inevitável que ela transforme todas as coisas .Espero encontrar minha turma , espero finalmente abrir minhas grandes asar e ver que ninguém ao meu lado se assustou com o grande ruido, porque todos as possuem!!! Que  sonho, pessoas ao meu lado como eu... não iguais, não é isso, mas da minha tribo!!
que assim seja que assim se faça!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Realidade da Mulher

É muito mais profundo do que parece, é muito mais complexo, são ciclos, alterações, filhos, sangue.
A realidade da mulher, a divindade da mulher está acima de qualquer doutrina, nós temos a doutrina do nosso corpo , nós temos nossas regras.
A mulher tem direito de tudo, de gritar, de chorar, de ficar só, de realizar sonhos, de amamentar, de parir.
A mulher pode tudo ela é Deusa, mas não no sentido prepotente, mas no sentido Natural.
A mulher sabe, que sabe, a mulher sabe viver, sabe morrer, todos os meses, todas as luas, todos os dias.
A mulher é linda, é sábia, é doadora, é receptora.
Sejamos mulheres, sem medo, a mulher não é frágil , ela é o ser mais forte que existe , mais resistente!
Seja mulher, viva a Lua, viva a Terra , Viva a Deusa. Dance com o ventre, com os braços com os seios , salte como as lobas.
A mulher é livre.
A mulher é livre da depressão, pois ela pode ver a vida, ela é livre do medo porque ela vê a esperança, a mulher é livre das desgraças porque ela é proteção.
Ser mulher, é algo único, então seja.
A mulher começa dos pés, e termina nos cabelos, você é mulher por inteiro.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Você quer o que?? Mudar o mundo? Resp: Siiiim

É ué, eu quero mudar o mundo...
Porque não??
Não estou errada em querer mudar o mundo, somente tenho que ter cuidado em como quero fazer isso.
O poder de fazer isso está nas minhas mãos a partir do momento que eu sei que só conseguirei melhorar as coisas através das minhas atitudes.
Estou passando por situações muito frequentes no meu trabalho, quando quero tentar organizar alguma coisa, melhorar as coisas, sempre tem alguém que vem atrás falando que nada daquilo vai adiantar.
Olhando de uma forma geral, realmente é desanimador, maaaas, porque eu devo ir na mesma onda?
Eu sou diferente mesmo, não gosto de ser igual, não sou igual e nem nunca vou ser.
E isso incomoda que é uma beleza.
Eu quero convidar cada um de vocês poucos que lêem meu blog abandonado (rsss) a fazer a diferença.
Eu não arranco as folhas das árvores, eu não escovo os dentes com a torneira aberta, eu não trato as pessoas mal.
Porém todos os dias vejo a Natureza ser destruída, vejo meu vizinho lavando a varanda do casarão dele com uma mangueira ligada a manhã inteira e perco as contas de quantas vezes sou tratada mal.
E é isso.
É uma boa postagem pra voltar a postar no blog??
Acho que sim.
Bjs

sábado, 9 de outubro de 2010

A borboleta no muro.

Andava pela rua em um início de tarde, e naquela tarde tudo me parecia tão difícil, tão complicado, naquela rua, estava difícil até de continuar a caminhada, pois o vento estava forte, eles disseram algo na meteorologia que iria ventar forte, mas não imaginei que seria tão forte!
E era difícil, cansativo, assim como minha vida. O Vento balançava com certo vigor meus cabelos, a fita da minha roupa e o véu da senhora que estava à minha frente.
Eu estava quase desistindo de lutar quando vi uma borboleta no muro, o vento soprava suas duas asas pendiam para o mesmo lado, e aquela frágil criatura continuava como que grudada no muro.
Isso me deu forças para continuar caminhando.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Abrindo as asas.


O Amor pela própria Alma. Amor próprio. Aceitação de si mesma.
Quando ouvimos ou lemos algo sobre aceitar a si mesma, sempre nos vem à mente coisas ruins que temos que aceitar, defeitos, coisas desagradáveis, etc.
Reelendo o livro que inspirou este blog, uma coisa me chamou atenção.
Em uma das suas explicações a autora nos mostra claramente que a aceitação do self tem como principal aspécto a aceitação da nossa beleza, da nossa arte, enfim, daquilo que temos de melhor.
Certa vez fui à cabelereira como de costume, e neste dia ela fez um modelo diferente nos meus cabelos, realmente ficou muito bonito.
Quando ela terminou que me mostrou o trabalho eu disse que gostei, porém estava parecendo que eu iria a alguma festa, e que não tinha necessidade daquilo.
Esta época era uma época de transformação em todos os sentidos pra mim ( posso dizer que ainda estou neste estágio)
Uma época de transformação, onde eu estava lutando contra minha negatividade.
A cabeleireira me respondeu dizendo que eu não sabia ser bonita.
Muito interessante a resposta dela, ela não disse que eu não era bonita, nem que eu era, nem que eu precisava ser.
Ela disse que eu não aceitava a minha beleza.
Na verdade eu não queria ficar bonita.
Pois, com frequência nos privamos do que mais tememos, algumas coisas nos tiram da zona de conforto.
Na dança muitas vezes quando eu era elogiada, não soube aceitar o elogio, com medo do meu orgulho.
Este livro acendeu muitas luzes, muitos insights me vieram.
Como dizia minha mestra de dança, fichas cósmicas caíram.
Essa postura de não querer ser elogiada, ou de não saber aceitar um elogio está relacionada com a aceitação da nossa alma.
Nós sabemos onde somos boas, sabemos do nosso poder de sedução, da nossa inteligência. A mulher já nasce bonita, nossa fisiologia trabalha desde que nascemos para termos formas bonitas, cheiro que atraia o macho, formas arredondadas  e sensuais que agucem os sentidos de quem estiver a nossa volta.
Isso é algo imutável, natural, somos assim porque a Deusa quis assim e ponto final.
Nós mulheres sabemos que somos irresistíveis, por isso muitas se escondem dentro de saias longas, hábitos,  burcas, ou em baixo de longos cabelos descuidados.
Porque se esconder se não apresentamos nenhum perigo...??
Mas o problema é que somos perigosas como as lobas, nossa natureza selvagem é perigosa e mortal para antigos padrões, para nossa tristeza, para nossa zona de conforto, para aquele nosso olhar de coitadinha, para aquele nosso banquinho velho de vítima. E sempre existirá alguém querendo acabar com a nossa raça de mulheres perigosas, assim como fazem com os lobos alegando serem possuídos, ou agressivos e selvagens. O caçador de lobos muitas vezes não é o padre, ou o pastor, o marido ou o namorado, na maioria das vezes somos nós mesmas que caçamos e torturamos nossa alma selvagem, com vergonha dela!
Afinal, a única que tem acesso ao seu interior, à sua mente e espírito é você mesma!
Ninguém melhor do que você mesma para aprisioná-la ou  libertá-la

Termino essa postagem com um trecho do capítulo que me deixou com os olho cheios de lágrimas e com minha alma cheia de mim mesma.

"Uma loba sabe a beleza que tem ao saltar.
Uma fêmia de felino sabe as belas formas que cria ao se sentar.
Uma ave não se espanta  com o som que ouve ao abrir as asas.
Aprendendo com elas, simplesmente agimos à nossa própria maneira e não evitamos nossa beleza natural nem nos escondemos dela. Como os animais, simplesmente somos, e isso é bom."
(Estés Clarissa Pinkola,  Women who run with the wolves)